Organizar o quarto do meu bebé (Parte 1)

Ter um filho não tem que significar, necessariamente, passar a ter a casa desarrumada! Para quem acaba de ser mãe ou pai, e com todas as transformações que a vida sofre a partir desse momento, conseguir ter a casa organizada pode ajudar ao nosso equilíbrio e organização mental, individualmente e enquanto família.

 

Preparar o quarto para um filho pode ser tão maravilhoso quanto desafiante. Pensamos nas cores, padrões, texturas, móveis, têxteis, acessórios, brinquedos, artigos de decoração e em como dispor tudo harmoniosamente. Podemos ter mais ou menos jeito para decorar, mas acredito que mais importante é criarmos um espaço que seja prático e funcional, para nós e para a criança.

As nossas dicas de organização para o quarto do bebé:

 

1 - Pensar, planear e executar!

Uma das características comuns às pessoas ditas organizadas talvez seja o facto de planearem, e de fazerem listas. Muitas listas!

Antes de começar a preparar o quarto do seu filho, pense sobre aquilo que gostava que o quarto representasse / tivesse. Pesquise, procure inspiração na internet, e planeie enquanto sonha. Claro que é bom sermos espontâneos e não raras vezes encontramos, por impulso, aquele pormenor que vai dar todo o significado ao quarto. Ainda assim, pode revelar-se útil ter um plano, escrever sobre cores, temas, ou sentimentos que quer que o quarto desperte no seu filho.

Crie listas dos itens a adquirir e, no caso dos papás habilidosos, dos artigos do it yourself (DIY). As listas podem ser as nossas melhores amigas quando colocamos em papel o que idealizámos, transformando-o em algo visual.

 

2 - Organizar o quarto por etapas

Considerando que provavelmente são poucos os casais que recorrem a serviços externos de decoração e/ou organização do lar, é recomendável preparar o quarto do bebé com tempo. Querer tudo pronto para ontem pode vir acompanhado de decisões precipitadas, pouco ponderadas, e pouco funcionais.

 

3- Organizar o quarto por áreas

Embora sem perder a noção do quarto como um todo, pode ser vantajoso pensar nele por áreas, tais como: espaço para dormir, espaço para vestir, zona da muda das fraldas e higiene, cantinho da amamentação, cantinho da leitura, espaço para brincar!

 

4 - Usar e abusar dos aliados da arrumação

Alguns aliados importantes: caixas, cestos, divisórias para gavetas, prateleiras, etiquetas! Numa primeira fase, enquanto o nosso filho ainda é bebé, as etiquetas existem para nós, para sabermos em que compartimento estão os pijamas ou a roupa de cama. Eles crescem (mais rápido do que desejaríamos), e as etiquetas podem servir para os ajudar, primeiro de forma gráfica e mais tarde escrita, a saber onde encontrar as meias,  as t-shirts ou os carrinhos. E se ajuda a encontrar, também servirá no momento de arrumar! Adicionalmente, fazer corresponder os artigos aos espaços próprios, devidamente etiquetados, pode ser divertido e educativo, e transformado num jogo.

 

5 - Cada coisa no seu lugar

Se tivermos os acessórios agrupados por categorias é mais fácil sabermos, em cada momento, onde os procurar. Porque, afinal, estão organizados de forma lógica! Deixamos de perder tempo em procuras desnecessárias.

Pode ser-lhe útil separar as roupas por famílias (roupa de cama, bodies, casacos...), tal como ter espaços próprios para os produtos de higiene, brinquedos ou livros.

 

6 - Manter uma rotina de arrumação

À primeira vista pode parecer que perdemos mais tempo se diariamente nos obrigarmos a manter uma rotina de arrumação. Quando finalmente, ainda grávida, arrumei as roupinhas do meu bebé nas gavetas, separadas com divisórias, por tipologia e por tamanhos, algumas pessoas não tardaram em dizer-me "Isso não vai durar um mês!". A verdade é que passados 2 anos mantemos a mesma forma de organização das gavetas e roupeiros, rentabilizando o espaço e as próprias roupas. Uma vez organizadas e mais visíveis acabamos por variar mais os conjuntos e torna-se mais fácil no momento de acrescentar roupas novas e de retirar as que já não servem. Sem perder mais tempo por isso! (e sim, é possível - e aconselhável - brincarmos e desarrumarmos, sabendo que ao final do dia estará tudo no seu devido sítio).

É importante a forma como vivemos o nosso espaço, e manter esta rotina deve ser visto como uma melhoria na nossa vida e não como uma tarefa dura.

 

7 - Envolver todos os elementos da família

Arrumar pode tornar-se uma tarefa inglória se for levada a cabo por apenas uma pessoa. A família irá tirar mais proveito de uma casa organizada se todos entenderem que a casa não se mantém assim sozinha, como se entrasse em modo de auto-gestão. Se pai e mãe estiverem em sintonia torna-se mais fácil e não é necessário despender muito tempo. Pelo contrário, ficamos com mais tempo livre!

Quanto aos filhos, é importante que percebam desde pequenos que a arrumação é uma tarefa em que podem e devem contribuir. Eles adoram ajudar e sentir-se envolvidos nas tarefas do lar!

 

8 - Pensar o quarto aos olhos da criança

Se nos primeiros tempos o quarto nos serve sobretudo a nós, adultos, com o crescimento da criança esta divisão deve ter soluções à sua medida (e altura), com sistemas de organização que reflitam as suas necessidades.

Pode ajudar sentarmo-nos no chão e percebermos como a criança verá o quarto do seu ponto de vista. Fazer este exercício pode ser surpreendente e poderá servir para repensarmos algumas soluções, bem como questões de segurança e estratégias para prevenir acidentes.

 

No próximo post daremos algumas ideias práticas de medidas simples para criarmos um ambiente funcional no quarto dos nossos filhos.

 

 

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